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Tijuca, Barra e Ipanema

Stress: conheça este vilão!

O que é o stress e qual a sua função?

O stress, tão em voga em nossa sociedade atual, caracteriza-se didaticamente por um estado de perturbação causado por reações do organismo humano na busca de adaptação a agressões de ordem física, psíquica e outras. Ou seja, podemos entendê-lo como uma reação perfeitamente normal do organismo e indispensável para a sobrevivência humana. Sem ele não há preparo para enfrentar uma situação de grande perigo ou uma emoção muito forte. Ocorreria então uma paralisação, e ficaríamos sem ação, algo extremamente desfavorável dependendo da situação, não é?

Por que então ele é visto por todos como um grande vilão? Para responder esta pergunta, vamos conhecê-lo um pouco mais:

 

As 4 fases do stress

– A fase de alerta:

Caracterizada como o nível de ansiedade normal que necessitamos para realizar as nossas atividades do dia-a-dia, nela ocorre a produção e liberação de adrenalina que torna o indivíduo mais atento, com preparação física e mental. Apesar de haver o aumento do desempenho nesta fase, o equilíbrio interno do organismo é quebrado. Ou seja, embora ela traga consigo sintomas como alta produtividade e criatividade no trabalho, libido alta e humor eufórico, também podem surgir sintomas desagradáveis como dificuldade em dormir, grande irritabilidade, sudorese excessiva, tensão muscular, taquicardia e respiração ofegante.

– A fase de resistência:

Nela ocorre a produção do cortisol e acontece quando a ação do estressor é prolongada. Muita energia é exigida do organismo na tentativa de recuperar o equilíbrio interno. Assim, o organismo se desgasta ainda mais, levando-o a uma maior vulnerabilidade a vírus e bactérias. Sintomas como diminuição da libido, cansaço excessivo, problemas de memória e humor tedioso podem surgir nesta fase. Embora a produtividade seja ainda mantida já é possível notar que ela cai bastante.

– A fase de quase-exaustão:

Quando a resistência física e emocional começa a se quebrar caracteriza-se então a fase conhecida como quase-exaustão. O indivíduo não consegue mais adaptar-se ou resistir ao fator estressor, se tornando frustradas as são tentativas de manter ou restabelecer o equilíbrio interno. O cortisol é produzido em maior quantidade podendo assim surgir doenças como hipertensão arterial, gastrite, herpes simples e diabetes. Os sintomas presentes nessa fase são: insônia, baixa libido, produtividade e criatividade em baixa. Embora o indivíduo ainda consiga dar conta da rotina, ele perde a capacidade de criar e ter ideias originais, além de apresentar alto nível de ansiedade, cansaço, memória afetada e apatia.

– A fase de exaustão:

Considerada a fase mais negativa e patológica pelos sinais de esgotamento físico e psicológico intensificados. É caracterizada pela quebra de reservas energéticas, esgotando a energia de adaptação. O indivíduo pode entrar em depressão e outras doenças graves como úlcera e pressão alta. Nesse estágio, os sintomas comuns são curto período de sono, ausência de libido, não consegue trabalhar normalmente, perda do interesse geral, corpo desgastado e cansado e não socializa.

 

As fontes de stress e suas consequências

O stress está presente em todas as etapas da vida independente da classe econômica ou da faixa etária estando a diferença basicamente ligada ao que o produz. Fatores externos como divórcio, morte, prisão, aposentadoria, mudança de cidade, problemas no trabalho ou fatores internos como pensamentos disfuncionais, falta de assertividade, raiva são os responsáveis por desencadear sua aparição.

Como consequências físicas, o stress excessivo e prolongado promove alterações no sistema imunológico, propiciando o aparecimento de doenças causadas por vírus, bactérias ou outros agentes desencadeadores de doenças. Assim, indivíduos com altos níveis de stress têm grandes possibilidades de apresentarem problemas que podem interferir de forma significativa em seu desempenho.

No longo prazo, transtornos psicológicos como transtorno de pânico, transtorno de ansiedade generalizada ou depressão podem ser desencadeados caso fases avançadas do stress sejam mantidas.

Não podemos nos esquecer de que as consequências de sua presença podem ser sentidas não só pelo indivíduo, mas também por sua família e local onde trabalhe.

 

Se não temos como fugir do stress, o que fazer?

O stress ideal seria aquele no qual o indivíduo aprende o seu manejo e gerencia a fase de alerta de maneira eficiente, alternando assim entre estar em alerta e sair de alerta, trazendo como consequência o restabelecimento do equilíbrio.

Se não existe fórmula mágica para evitá-lo, o melhor caminho é a prevenção.  Dessa forma, é importante analisarmos sempre as nossas crenças a respeito de nós mesmos e do nosso futuro já que um dos “ativadores” do stress é a nossa incapacidade de lidar com as adversidades da vida real vs. vida idealizada.  Isso significa que a forma como as pessoas interpretam as situações do dia a dia têm impacto direto em seu modo de agir.

Além disso, o cultivo de hábitos de vida adequados com exercícios físicos regulares, alimentação saudável, técnicas de relaxamento é a melhor ferramenta para fugir deste vilão tão atual e em voga.

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