ATENDIMENTO

Tijuca, Barra e Ipanema

Relacionamentos Destrutivos: Uma Questão de Escolha?

O envolvimento frequente em relacionamentos destrutivos leva a pergunta: é uma questão de escolha?

Uma das demandas mais comuns que chega ao meu consultório é de pessoas que sempre estão às voltas com relacionamentos que causam extremo sofrimento.

Mesmo mudando de parceiro os problemas parecem continuar os mesmos. Talvez com uma nova roupagem, mas iguais na essência: trazem sofrimento e não são considerados saudáveis.

É bastante corriqueiro ouvirmos a expressão: “Nossa, eu tenho um dedo podre”, ou seja, “só escolho parceiros (as) ruins”.

A nossa autoestima está diretamente relacionada as nossas escolhas, sejam boas ou ruins. Problemas com a mesma são um fator que frequentemente levam as pessoas a procurarem terapia. Essa recorrência em meu consultório me estimulou a compartilhar com vocês um pouco sobre o assunto.

Entendendo como se forma a baixa autoestima

Todos nós formamos crenças e sentimentos a respeito de nós mesmos, dos outros e do mundo, especialmente em nos nossos primeiros anos de vida. Isso se deve a uma interação do nosso temperamento (que é algo inato, genético, ou seja, já nascemos com ele), com o meio que estamos inseridos: Família, em especial os pais ou cuidadores, colégio e etc.

Dependendo de como essa interação se deu, podemos formar crenças e sentimentos disfuncionais sobre nós mesmos em relação ao ambiente e ao mundo. Essas crenças acabam sendo tidas como “verdades” absolutas e aceitas sem questionamento, como algo natural.

Por exemplo, uma criança que foi vítima de bullying na escola, que não conseguia fazer amigos, pode formar crenças do tipo “o mundo é um lugar mau” e “eu sou não sou uma pessoa agradável”. Obviamente na maior parte das vezes não temos a clareza das crenças que formamos, mas mesmo assim acabam nos influenciando ao longo da vida.

Porque mantemos a baixa autoestima mesmo na vida adulta

Apesar de disfuncionais e de causarem grande sofrimento, de certa maneira essas crenças influenciam na forma de funcionamento e são confortáveis para o indivíduo, uma vez que são familiares. Sua mudança é vista como ameaçadora, pois essa é a única maneira que conhece de ser, entender e de se relacionar com as pessoas e áreas de sua vida.

Dessa forma, as experiências passadas podem direcionar, moldar e até mesmo mudar o caráter dos acontecimentos atuais para que o indivíduo interprete e produza novas experiências de acordo com as passadas, e assim mantendo abaixa autoestima.

Afinal, relacionamentos destrutivos é uma questão de escolha?

Como vimos, muitas vezes a pessoa se submete a essas crenças, aceitando e se comportando de acordo com as mesmas. Nesse caso é comum usar estratégias (não de maneira consciente) para confirmar sua crença. Um exemplo disso são “comportamentos autoderrotistas”.

Por exemplo, uma mulher com um histórico de desamparo e rejeição em seus primeiros anos de vida, e reforçados ao longo da mesma, pode escolher relacionamentos destrutivos, que recriem o mesmo padrão de desamparo e rejeição a fim de obter a manutenção da sua crença.

Respondendo a pergunta inicial, realmente em um primeiro momento o indivíduo não teria clareza das escolhas, e acabaria sempre recaindo nas mesmas, uma vez que estaria se comportando com a estrutura de funcionamento conhecida e tida como “segura”, já que mudanças podem ser interpretadas como ameaçadoras.

Como a terapia pode ajudar?

Os objetivos da terapia os objetivos da terapia são evidenciar a forma de funcionamento e crenças para o paciente, a fim de que ele possa estar consciente da sua maneira de pensar, se comportar e escolher, além de substituir as crenças disfuncionais por outras mais funcionais, dessa forma melhorando a autoestima, para que então ele (angel) comece a ser capaz de realizar escolhas diferentes.

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