ATENDIMENTO

Tijuca, Barra e Ipanema

Quando o passado se faz presente – Uma breve apresentação da Terapia do Esquema

Por vezes as pessoas chegam aos consultórios de psicologia queixando-se de diversos comportamentos que apresentam há muito tempo em suas vidas. Elas não conseguem entender o motivo pelo qual acabam agindo sempre da mesma maneira. Envolvimento em relacionamentos destrutivos, comportamentos explosivos constantes, distanciamento de círculos sociais sadios, sensação de tristeza crônica e muitos outros problemas. Por mais que a terapia cognitiva comportamental foque no aqui e agora como forma de tratamento, por vezes, é preciso resgatar um pouco de passado da pessoa e trabalhar o que ficou para trás para que então seja possível um desenvolvimento pleno. Uma das ferramentas utilizadas para esse fim se chama Terapia Focada nos Esquemas.

Desenvolvida por Jeffrey Young, essa modalidade de terapia foi criada para o tratamento dos transtornos tidos como da personalidade, como os transtornos borderline, narcisista e antissocial, por exemplo. Ainda assim, a Terapia Focada nos Esquemas, apresenta-se também como uma ferramenta de grande poder de mudança e entendimento dos comportamentos disfuncionais que criamos e perpetuamos em nossas vidas.

Cada um nasce com um tipo de temperamento diferente e único. É possível que a pessoa seja mais otimista ou pessimista, mais introvertido ou extrovertido, mais proativo ou preguiçoso, entre outras características, e isso faz parte da genética. Porém, tais traços podem se tornar mais ou menos centrais a personalidade da pessoa e isso vai depender principalmente dos meios sociais aos quais somos submetidos, dentre eles se destaca, principalmente, a família.

De acordo com a forma que os pais (ou cuidadores), amigos, professores e outras pessoas tidas como importantes interagem com a pessoa, esses traços podem se fortalecer ou enfraquecer. Por exemplo, imagine uma pessoa que tende a ser mais pessimista e possui pais que reforçam tal pessimismo a partir de comentários como “isso nunca vai dar certo” ou “você não é muito bom nisso”. A pessoa nesse exemplo, de acordo com a sua personalidade, aceitará como uma verdade inquestionável as colocações dos pais. Já uma outra, que tenha um traço mais otimista, poderá lutar contra a crítica dos pais, por exemplo.

De toda forma, quando determinados traços são muito reforçados e começam a tornarem rígidos e centrais a vida do indivíduo, acaba-se desenvolvendo o que é chamado de esquema inicial desadaptativo. O esquema molda a forma como cada um enxerga a si mesmo, o mundo a sua volta e o seu próprio futuro, e consequentemente afeta a forma como age em determinadas situações. Assim sendo, a família e o meio social ao qual o indivíduo foi submetido acaba contribuindo com a criação de diferentes tipos de esquemas (hoje existem o total de 18 esquemas divididos em 5 grupos) que por sua vez guiarão a pessoa a agir de formas prejudiciais a si mesma.

Na Terapia Focada nos Esquemas o terapeuta irá ajudar o paciente a conhecer os principais tipos de esquemas que fazem parte do seu funcionamento e a questiona-los. A partir de técnicas cognitivas, comportamentais, vivenciais e outras, será possível entender a origem de determinadas formas de agir que tiveram origem na infância e que permanecem na vida adulta.

Compreender como se formam os padrões de comportamento e porque eles se mantêm, ajuda a pessoa no seu processo de mudança. Dialogar com o próprio passado, nessa modalidade de psicoterapia, se torna a chave para que a pessoa possa se desenvolver. Aprender com o passado se faz necessário em alguns casos para que a pessoa possa seguir adiante e abandonar, uma vez por todas, os padrões infantis que tanto vem perpetuando em sua vida e se tornar o adulto saudável que tanto deseja.

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