ATENDIMENTO

Tijuca, Barra e Ipanema

Quando na escola fica em silêncio

O Mutismo Seletivo é um transtorno de ansiedade infantil, caracterizado pela incapacidade da criança em falar em algumas situações, como por exemplo, na escola. Essas crianças compreendem a linguagem e são capazes de falar com toda normalidade em lugares onde se sentem seguras e confortáveis, como em casa. O fato de não falar em determinadas situações não significa que estão querendo chamar atenção ou controlar a situação, mas sim demonstrar o grau de ansiedade que sofrem e os inibe de falar na situação ansiogênica. Normalmente eles apresentam dificuldade em olhar nos olhos e tem dificuldade de sorrir. A percepção dessas crianças é que estão sendo observadas constantemente, por isso seus movimentos ficam paralisados como estátua cada vez que se olha para elas. O mutismo é um transtorno aparentemente raro, sendo encontrado em menos de 1% da população atendida pela rede de saúde mental.

Geralmente, o mutismo surge antes da idade de cinco anos (fase pré-escolar) e o grau de persistência varia de poucos há muitos anos. As pesquisas indicam que a doença pode ter uma melhora com o tempo e que algumas vezes pode desaparecer espontaneamente. Em outros casos, os sintomas de ansiedade podem se tornar crônicos chegando a gerar uma fobia social grave, por isso o tratamento é indicado.

As causas da doença podem ser explicadas por três pilares: (1) genético, a maioria das crianças que sofrem do mutismo apresentam uma predisposição genética a experimentar sintomas de ansiedade que é exacerbada por condições estressantes ou hostis; (2) traços de temperamento, como: timidez, preocupações excessivas, evitação social, medo, retração social, apego e negativismo; (3) interações familiares, de longe, há um consenso de que o mutismo é mantido principalmente, na presença de características familiares, tais como: relação dependente e controladora entre mãe e filho, mães solitárias, deprimidas, hostis, passivas, que se preocupam em excesso e evitam situações sociais.

Alguns comportamentos estão associados com o mutismo, são eles: enurese, encoprese e relutância em fazer determinadas atividades, como as que envolvem expressão corporal.

O tratamento psicológico mais eficaz para o mutismo é a Terapia Cognitivo-comportamental. Este tratamento envolve a família, escola e paciente. É considerado curto, em relação a outras formas de atendimento, e envolve técnicas que auxiliam a criança a aumentar seu comportamento verbal na presença de professore, alunos e desconhecidos.

Texto retirado da Tese de Doutorado de Ana Cláudia de Azevedo Peixoto

CAAESM - Excelência em Terapia Cognitivo Comportamental, Avaliação Neurospicológica e Neurospicologia
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