ATENDIMENTO

Tijuca, Barra e Ipanema

O medo de falar em público

A Fobia Social, como é mais conhecida, ou Transtorno de Ansiedade Social, pode ser percebida pelo medo excessivo, que algumas pessoas apresentam, quando há a possibilidade de serem vistas comportando-se de um modo humilhante ou embaraçoso, devido à própria demonstração de ansiedade ou por desempenho inadequado, e pela consequente avaliação, desaprovação e rejeição por parte dos outros.

Em geral, as situações de desempenho que mais geram medo são as de falar, comer e beber em público, urinar em banheiro público e entrar em um local onde já existam pessoas sentadas. Outras situações como as interacionais também podem gerar medo, como as de falar com estranhos, participar de reuniões sociais, lidar com figuras de autoridade, manter contato visual com pessoas não familiares, falar ao telefone e interagir com pessoas do sexo oposto.

Existem dois subtipos que caracterizam a Fobia Social: o subtipo generalizado envolve medo da maioria das situações de interação social e de desempenho, e o subtipo circunscrito caracteriza-se pelo medo de uma situação pública de desempenho e algumas de interação social.

Com início geralmente na adolescência, pode-se perceber a presença de manifestações físicas muito comuns nesse tipo de fobia, que incluem o rubor facial, sudorese (suor em excesso), palpitação, tremor das mãos e/ou da fala e urgência para evacuar. Além disso, ocorre o que chamamos de ansiedade antecipatória, ocasionada pela expectativa de entrar em uma situação temida, levando à evitação da situação ou ao enfrentamento acompanhado de intenso mal-estar.

Embora a Fobia Social seja comumente relacionada à timidez, não são a mesma coisa, pois esta também pode se referir a medos sociais, mas está mais relacionada a traços de personalidade e temperamento. Embora não exista uma relação clara entre as duas, parece haver alguns fatores que se superpõe, como os relacionados à família, processos de socialização e distúrbios de autoestima.

O tratamento desse transtorno por meio da Terapia Cognitivo-comportamental mostra-se bastante eficaz e envolve, dentre várias estratégias, os testes comportamentais e o treinamento em habilidades sociais, os quais permitem ao paciente reconhecer, além de pensamentos e crenças disfuncionais a respeito das situações, os sinais de ansiedade e as suas falhas de desempenho ou comportamentos sociais não aceitáveis, e modificá-los.

Referência Bibliográfica:

Rangé B (org) (2011). Psicoterapias cognitivo-comportamentais: um diálogo com a psiquiatria. 2ª ed. Porto Alegre: Artmed.

CAAESM - Excelência em Terapia Cognitivo Comportamental, Avaliação Neurospicológica e Neurospicologia
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